Oxynoe antillarum (MOLLUSCA, OXYNOIDAE) NO ESTADO DO CEARÁ, NORDESTE DO BRASIL.
DOI:
https://doi.org/10.65259/rnzool.v4i1.105Palavras-chave:
Gastropoda, Opisthobranchia, SacoglossaResumo
Oxynoe antillarum Mörch, 1863 tem distribuição geográfica registrada para a região da Flórida até o Brasil (32.39oN a 24oS; 89oW a 0oW) e batimetria de 3 a 11m, tendo como localidade-tipo a Ilha de St. Thomas nas Ilhas Virgens. No Brasil só havia registros anteriores para Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Os opistobrânquios sacoglossos são moluscos pouco estudados do ponto de vista ecológico, sendo animais herbívoros que se alimentam de micro e macroalgas marinhas, gramíneas marinhas e desovas de outros opistobrânquios. Há cerca de 300 espécies descritas mundialmente e, para o Brasil, foram observadas até o momento, 23 espécies distribuídas em 6 famílias e 12 gêneros, grande parte delas coletadas no Estado de São Paulo, região Sudeste do país. Registra-se portanto a ocorrência de Oxynoe antillarum para o Estado do Ceará, Nordeste do Brasil, com ocorrência em algas do gênero Caulerpa na zona entre marés das praias rochosas do Pacheco (03o 41’ S e 38o 38’ W) e Pedra Rachada. Contribuições à morfologia da concha e das partes moles são apresentadas.
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