AVES ATRAÍDAS POR RESÍDUOS SÓLIDOS NO ATERRO SANITÁRIO DE OLINDA - PE
DOI:
https://doi.org/10.65259/rnzool.v5i1.90Palavras-chave:
garça-vaqueira, lixo, urubu-de-cabeça-pretaResumo
A oferta alimentar e demais características dos aterros sanitários estabeleceram uma relação ecológica entre as aves e o ambiente. A compreensão dessa relação é importante para o entendimento da biologia dessas aves e das possíveis problemáticas geradas por essa relação. Esse estudo objetivou suprir a necessidade de dados sobre o aspecto ecológico das aves que utilizam os aterros sanitários. A área estudada possui 19 hectares, sendo oito dedicados ao descarte dos resíduos. A vegetação é do tipo rasteira e arbustiva. Os dados foram coletados no período de abril a novembro de 2010. Foram realizadas três visitas mensais. As populações do urubu-de cabeça-preta e da garça-vaqueira apresentaram declínio relacionado ao baixo índice pluviométrico, e dispersão agregada. Ao total foram identificadas 13 espécies das famílias Ardeidae, Cathartidae, Falconidae, Charadriidae, Columbidae, Cuculidae, Tyranninae, Fluvicolinae, Hirundinidae, e Passeridae. Possuindo dinâmicas e freqüências diferentes. No entanto, igualam-se no que diz respeito à principal forma de uso do aterro, encarado como um “grande propiciador de alimentos”. Algumas espécies se aprofundam ainda mais nesta relação e obtêm no aterro, abrigo e local para a reprodução. Nidificam na vegetação ou em áreas construídas. Verificou-se assim, uma relação adaptativa de algumas espécies com o aterro.
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