SEASONAL FLUCTUATIONS OF INDICES OF INFESTATION OF ECTOPARASITES OF THE FAMILY MUGILIDAE WITH EMPHASIS ON MUGIL CUREMA IN A TROPICAL ESTUARY (BRAZIL)

Autores

  • Renata Polyana de Santana Campelo Universidade Federal de Pernambuco
  • Francinete Torres Barreiro da Fonseca Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Xiomara Franchesca Garcia Díaz Universidade Federal de Pernambuco
  • Ralf Scwhamborn Universidade Federal Rural de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.65259/rnzool.v7i1.72

Palavras-chave:

Bioindicador, Parasitas, Peixe, Saúde Ambiental

Resumo

As mudanças sazonais do ambiente aquático que afetam qualitativa e quantitativamente os índices parasitários de infecção dos ectoparasitas de peixes Mugilidae tropicais ainda são pouco conhecidos. Assim o presente trabalho objetivou verificar o efeito da sazonalidade nos índices de infestações dos ectoparasitas de peixes Mugilidae em um estuário urbano no Nordeste do Brasil. Foram amostrados para cada período de coleta (seco e chuvoso) 90 espécimes de Mugilidae no estuário da Bacia do Pina/Pernambuco-Brasil, onde em laboratório foi realizada a identificação em nível de espécie e inspeção para pesquisa parasitológica. A análise parasitológica resultou na identificação de 3851 indivíduos coletados no período seco, Monogenea foi o táxon mais abundante com 1739 indivíduos (45,15%) do total de parasitos quantificados, parasitando 28 (31%) dos hospedeiros analisados. No período chuvoso foram registrados 2871 espécimes, onde a classe Myxosporea se destacou com 2453 indivíduos (84,3%) do total de ectoparasitas coletados, parasitando 31 (34%) dos hospedeiros analisados. O copepoda Ergasilus lizae apresentou a maior prevalência no período seco (43,50%). O protozoário Myxobolus sp. apresentou a maior prevalência (35,20%), intensidade (79,12) e abundância média (27,8) no período chuvoso. A sazonalidade influenciou os descritores ecológicos de Ligophorus sp. e. Ergasilus lizae. Myxobolus sp. teve sua prevalência influenciada pela sazonalidade. O efeito sazonal é evidente nos alto índices registrados para a intensidade e abundância de Ligophorus sp. no período seco e Myxobolus sp. no chuvoso o que significaria um indicativo de impactos ambientais na região estudada.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Abdallah VDR. Azevedo & JL Luque. 2009. Four new species of Ligophorus (Monogenea: Dactylogyridae) parasitic on Mugil liza (Actinopterygii: Mugilidae) from Guandu river, Southeastern Brazilian Journal of Parasitology 95(4): 855-864.

Amado MAPM. 1992. Ergasilideos parasitas de peixes de águas continentais Brasileiras (Copepoda: Poecilostomatoida), com uma hipótese de filogenia da família. São Paulo: Universidade de São Paulo, 1992. Tese (Doutorado em Ciências), Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 204 pp.

Amado MAPM & CEF Rocha. 1995. Três novas espécies do gênero Ergasilus (Poecilostomatoida, Ergasilidae) coletadas em filamentos branquiais de peixes mugilídeos do Brasil. Nauplios, Rio Grande 3: 33-48.

Amato JFR, WA Boeger & SB Amato. 1991. Protocolos para laboratório: Coleta e processamento de parasitas de pescados, 81 pp. Imprensa Universitária da UFRRJ, Rio de Janeiro.

Baker TG, E Pante, EM Levesque, WA Roumillat & I Buron. 2008. Metamicrocotyla macracantha, a polyopisthocotylid gill parasite of the striped mullet, M. cephalus: population dynamics in South Carolina estuaries. Parasitological Research 102:1085-1088.

Blasco-Costa I, FE Montero JA Balbuena , JA Raga & A Kostadinova. 2009b. A revision of the Haploporinae Nicoll, 1914 (Digenea: Haploporidae) from mullets (Mugilidae): Dicrogaster Looss, 1902 and Forticulcita Overstreet, 1982. Systematic Parasitology 72:187-206.

Bell G & A Burt. 1991. The comparative biology of parasite species diversity: intestinal helminths of freshwater fishes. Journal of Animal Eco1ogy 60:1046-1063.

Begon M, CR Townsend, & JL Harper. 2007. Ecologia: de indivíduos a ecossistemas. Porto Alegre: Artimedi, 752p.

Bush AO &. JC Holmes. 1986. Intestinal helminths of lesser scaup ducks: an interactive community. Canadian Journal of Zoology 64: 142-152.

Bush, AO, JM Aho & CR Kennedy. 1990. Ecological versus phylogenetic determinants of helminth parasite community richness. Evolution Ecology 4: 1-20.

Bush JO, KD Lafferty, LM Lotz & AW Shostak. 1997. Parasitology meets ecology on its own terms: Margolis et aI. revisited. Journal of Parasitology 83: 575-583.

Cavalcanti, ETS, RS Takemoto, LC Alves, S Chellapa & GC Pavanelli. 2011. Ectoparasitic crustaceans on mullet, Mugil curema (Osteichthyes:Mugilidae) in the coastal waters of Rio Grande do Norte State, Brazil. Acta Scientiarum. Biological Sciences 33(3): 357-362.

Clarke KR & RH Green. 1988. Statistical design and analysis for a "biological effects" study. Marine Ecology. Progress Series, Amelinghausen, DE, 46: 213-226. ISSN 0171-8630.

Clarke KR & RM Warwick. 2001. Change in Marine Communities: An Approach to Statistical Analysis and Interpretation. 2. ed. Plymouth, UK: PRIMER-E, 172

Eiras JC, RM Takemoto & GC Pavanelli. 2006. Métodos de Estudo e Técnicas Laboratoriais em Parasitologia de Peixes. 2a ed. Maringa: Editora da Universidade Estadual de Maringa, 191 p.

Euzet L & DM Suriano. 1977. Ligophorus n. g.(Monogenea, Ancyrocephalidae) parasites des Mugilidae (Téléosténs) en Méditerranée. Bulletin dun Musé um National d’Histoirie Naturelle, 3e série, Zoologie 472 : 799-82.

Feitosa FAN, FCR Nascimento. & KMP Costa. 1999. Distribuição espacial e temporal da biomassa fitoplanctônica relacionada com parâmetros hidrológicos na bacia do Pina (Recife-PE). Trabalhos Oceanográfico da Universidade Federal de Pernambuco. 27(2): 1-13.

Fonseca FTB & MAM Paranaguá. 2000. Copepoda parasita de peixes mugilideos cultivados em Itamaracá, Pernambuco, Brasil. Trabalhos Oceanográficos da UFPE, 28(2): 35-50

Fonseca FTB. 2003. Copépodos parasitos de peixes Mugilidae, Centropomidae e Guerreidae do canal de Santa Cruz (Pernambuco - Brasil). 131f. Tese (Doutorado em Oceanografia Biológica). Universidade Federal de Pernambuco, Recife/PE.

Fuentes, JL. & P Nasir. 1990. Descripción y ecologia de Ligophorus mugilinus (Hargis, 1955) Euzet y Suriano, 1977 (Monogenea: Ancyrocephalinae) em Mugil curema (Val., 1936) de la Isla de Margarita. Venezuela. Scientia Marina. 54: 187-193.

Garcia JR & EH Williams. 1985. Temporal Dynamics of Metazoan Parasite infections in the White Mullet Mugil curema Valenciennes from Joyuda Lagoon, Puerto Rico. Department of Marine Sciences, University of Puerto Rico. 39-53.

Gregory RD. 1990. Parasites and host geographic range as illustrated by waterfowl. Functional Ecology 4:645-654.

Hudson P, AP Dobson, KD Laffferty. 2006. Is a healthy ecosystem one that is rich in parasites? Trends in Ecology and Evolution 21: 381-385.

Kadlec D, A Simková, M Gelnar & J Jarkovsky. 2003. Parasite communities of freshwater fishes under flood conditions. Parasitological Research 89:272-283.

Knoff M, JL Luque & RM Takemoto. 1994. Parasitic copepods on Mugil platanus Günther (Osteichthyes: Mugilidae) from the coast of the State of Rio de Janeiro, Brazil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v3(1): 45-56.

MACEDO, SJ, FLORES MONTES, MJ, LINS, I. C.2000. Características abióticas da área. In: BARROS, H. M.; MACEDO, S. J.; ESKINAZI-LEÇA, E.; LIMA T. (Ed.) Gerenciamento participativo de estuários e manguezais, Recife: Ed. Universitária da UFPE.2000 p. 7-25.

Mackenzie K, HH Williams, B Williams, AH Mcvicar & R Siddali. 1995. Parasites as indicators of water quality and the potential use of helminths transmission in marine pollution studies. Advances in Parasitology 35: 85-144.

Marcogliese DJ, AD Gendron, C Plante, M Foutnier & D Cyr. 2006. Parasites of potential shiners (Notropis hudsonius) in the St. Lawrence Reiver: effects of municipal effluents and habitat. Canadian Journal Zoology 84: 1461-1481.

Ogut H & H Palm. 2005. Seasonal dynamics of Trichodina spp. on whiting (Merlangius merlangus) in relation to organic pollution on the eastern Black Sea coast of Turkey. Parasitological Research 96: 149-153.

Overstreet RM. 1997. Parasitological data as monitors of environmental health. Parasitology 39:169-175.

Poulin R. 1995. Phylogeny, ecology, and the richness of parasite communities in vertebrates. Ecological Monographs 65:283-302.

Sih A, AM Bell & JL Kerby. 2004. Two stressors are far deadlier than one. Trends in Ecology and Evolution 19: 274-276.

Valtoken ET, JC Holmes & M Koskivaara. 1997. Eutrophication, pollution and fragmentation: effects on parasite communities in roach (Rutilus rutilus) and perch (Perca fluviatilis) in four lakes in Central Finland. Canadian Journal of Aquatic Fisheries and Science, 54: 572-585.

Vasconcelos Filho AL, DS Guedes, D Guimaraes Sobrinho. 1990. Taxonomia e ecologia da fauna ictiológica da área de Suape (Pernambuco-Brasil). Trabalhos Oceanográficos da Universidade Federal de Pernambuco 21: 305-343.

Downloads

Publicado

2013-02-27

Como Citar

Campelo, R. P. de S., Fonseca, F. T. B. da, Díaz, X. F. G., & Scwhamborn, R. (2013). SEASONAL FLUCTUATIONS OF INDICES OF INFESTATION OF ECTOPARASITES OF THE FAMILY MUGILIDAE WITH EMPHASIS ON MUGIL CUREMA IN A TROPICAL ESTUARY (BRAZIL). Revista Nordestina De Zoologia, 7(1), 41–58. https://doi.org/10.65259/rnzool.v7i1.72

Edição

Seção

Artigos