COMPOSIÇÃO DA MEIOFAUNA NA ILHA DE ITAMARACÁ E SUA RELAÇÃO COM A DESCRIÇÃO MORFOSCÓPICA E MORFOMÉTRICA DOS GRÃOS, PERNAMBUCO
DOI:
https://doi.org/10.65259/rnzool.v7i2.68Palavras-chave:
granulometria, morfoscopia, espaços intersticiais, meiofaunaResumo
A área estudada compreendeu as praias do Forte Orange, São Paulo, Forno da Cal, Pilar, Jaguaribe e Sossego, na Ilha de Itamaracá. O estudo objetivou conhecer as relações entre os agentes dinâmicos da praia e a fauna intersticial dos sedimentos. No período de novembro de 2003 a outubro de 2004 foram realizadas coletas mensais. As amostras da fauna intersticial foram coletadas no estirâncio, em um quadrado imaginário de 1m x 1m com cinco réplicas coletadas nas extremidades e no centro do quadrado, na baixamar, totalizando 360 amostras. As amostras de sedimentos foram mensais para cada praia e também coletadas no transecto, totalizando 72 coletas. Feituras de perfis de praia foram realizados e seus gráficos confeccionados segundo o referencial absoluto de cada um. A meiofauna esteve composta, segundo a ordem evolutiva por: Nematoda, Rotifera, Tardigrada, Polychaeta, Oligochaeta, Acari, Ostracoda, Copepoda e Mollusca, sendo Nematoda, Copepoda e Oligochaeta representantes da fauna dominante; Polychaeta e Ostracoda como abundante; Rotifera como comum e Tardigrada, Acari e Mollusca como raros. O estudo da distribuição dos sedimentos praiais revelou a ocorrência do fácies de areias quartzosas fina à média. A morfologia evidencia as praias de São Paulo, Forno da Cal, Pilar, Jaguaribe e Sossego com tendências a processos erosivos e a praia do Forte Orange com tendência deposicional. A variação do balanço sedimentar das praias foi o fator determinante para a composição quantitativa da meiofauna em todo período.
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