Dinâmica de Acartia lilljeborgii Giesbrecht, 1889 em um estuário tropical altamente industrializado
DOI:
https://doi.org/10.65259/rnzool.v7i2.66Palavras-chave:
Bioindicador, Copepoda, Qualidade AmbientalResumo
Estudos sobre a dinâmica do Copepoda Acartia lilljeborgii foram realizados em Suape, Pernambuco, Brasil, visando utilizar esta espécie como indicadora da qualidade ambiental, após grandes modificações ocorridas em toda área com a implantação de vários empreendimentos industriais. Foram estudados a área estuarina da baía de Suape o estuário do rio Tatuoca, no período de maio/2009 a novembro/2010. A amostragem foi feita em duas estações (S1 e S2), em marés de sizígia e quadratura, nas baixa-mares e preamares diurnas. As coletas de plâncton foram realizadas com rede cilíndrico cônica, malha de 300 µm. Considerando a densidade total da comunidade zooplanctônica, Copepoda representou 78%, com Acartia lilljeborgii contribuindo com 48% e ocorrendo em todas as amostras. A densidade variou de um mínimo de 1,4 ind.m-3 (S2, abril/2010, baixa-mar, em maré de sizígia) a um máximo de 646,8 ind.m-3 (S1, março/2010, preamar, em maré de sizígia) com média geral de 73,2±166,6 ind.m-3. A estação S2 e as baixa-mares apresentaram menores densidades. Apesar de todos os impactos na baía de Suape A. lilljeborgii apresentou grande resiliência, mantendo-se como espécie dominante nas últimas décadas.
Downloads
Referências
Adams, S.M. 2002. Biological indicators of aquatic ecosystem stress. American Fisheries Society, Bethesda, MD, 644 p.
Ara, K. 2001. Temporal variability and production of the planktonic copepods in the Cananéia Lagoon estuarine system, São Paulo, Brazil. II. Acartia lilljeborgi. Plankton Biology and Ecology, Japan, 48 (1): 35-45.
Beaugrand, G. 2005. Monitoring pelagic ecosystems using plankton indicators. ICES Journal of Marine Science, London, 62: 333-338.
Björnberg, T. K. S. 1981. Copepoda, p. 587-679. In: D. Boltovskoy, (Ed.). Atlas del zooplancton del Atlantico Sudoocidental y métodos de trabajos com el zooplancton marino, INIDEP, Mar del Plata, 936p.
Bottrell, H.H.; Duncan, A.; Gliwicz, Z. M.; Grygierek, E.; Herzig, A.; Hillbricht-Ilkowska, A.; Kurasawa, H.; Larsson, P.; Weglenska, T. 1976. Are view of some problems in zooplankton production studies. Norwegian Journal of Zoology, Oslo, 24:19-456.
Braga, R. A. P.; Uchoa, T. M. M. & Duarte, M. T. 1989. Impactos ambientais sobre o manguezal de Suape-PE. Acta Botânica Brasilica. XL Congresso Nacional de Botânica, Anais. Cuiabá, 3 (2): supl. 9 a 27.
Buskey, E. J. 1993. Annual pattern of micro- and mesozooplankton abundance and biomass in a subtropical estuary. Journal of Plankton Research, United Kingdom, 15 (8): 907-924.
Cavalcanti, E.A.H., Neumann-Leitão, S.; Vieira, D.A.N. 2008. Mesozooplâncton do sistema estuarino de Barra das Jangadas, Pernambuco, Brasil. Revista Brasileira de Zoologia, Curitiba, 25: 436-444.
Crisafi, P. 1974. Some responses of planktonic organisms to environmental pollution. Revue Internationale d’Oceanographie Medicale, Nice, 34: 145–154.
Dias, C.O. 1999. Morphological abnormalities of Acartia lilljeborgi (Copepoda, Crustacea) in the Espírito Santo Bay (E.S., Brazil). Hydrobiologia, The Hague, 394: 249-251.
Durbin, A.G., Durbin, E.G., 1981. Standing stock and estimated production rates of phytoplankton and zooplankton in Narragansett Bay, Rhode Island. Estuaries, Frankfurt , 4: 24-41.
Escamilla, b. J.; ordóñez-lópez, u.; suárez-morales, e. 2011. Spatial and seasonal variability of Acartia (Copepoda) in a tropical coastal lagoon of the southern Gulf of Mexico. Revista de Biología Marina y Oceanografía, Viña del Mar, 46 (3): 379-390.
Gaibhije, S.N., Stephen, R.; Vijayalakshmi, N.R.; Desaii, B.N. 1991. Copepods of the nearshore waters of Bombay. Indian Journal Marine Science, New Delhi, 20: 187–194.
Herzig, A. 1984. Fundamental requirements of zooplankton. Production Studies. Institute of Austrian Academy of Science, Áustria, 83p.
Jonge, V. N. 1983. Relations between annual dredging activities, suspended matter concentrations and the development of the tidal regime in the Ems estuary. Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Science, Ottawa, 40 (Suppl.1): 289-300.
Koening, M. L.; Eskinazi-Leça, E.; Neumann-Leitão, S.; Macêdo, S. J. 2002. Impactos da construção do porto de Suape sobre a comunidade fitoplanctônica no estuário do rio Ipojuca (Pernambuco-Brasil). Acta Botanica Brasilica, Feira de Santana, 6 (4): 407-420.
Koening, M.L., Leça, E.E., Neumann-Leitão, S., Macêdo, S.J.D. 2003. Impacts of the construction of the Port of Suape on phytoplankton in the Ipojuca River estuary (Pernambuco-Brazil). Brazilian Archives of Biology and Technology, Curitiba, 46: 73-81.
Lawrence, S.G.; Malley, D. F.; Findlay, W.J.; Maciver, M.A.; Delbaere, I. L. 1987. Method for Estimating Dry Weight of Freshwater Planktonic Crustaceans from Measures of Length and Shape. Canadian Journal of Fishery and Aquatic Science, Ottawa, 44: 264-274.
Levinton, J. S. 1995. Marine Biology: function, biodiversity, ecology. Oxford University Press, Oxford, 420p.
Lopes, R.M.; Vale, R.; Brandini, F.P. 1998. Composição, abundância e distribuição espacial do zooplâncton no complexo estuarino de Paranaguá durante o inverno de 1993 e o verão de 1994. Revista Brasileira de Oceanografia, São Paulo, 46: 195-211.
Marques, S.C., Azeiteiro, U.M., Marques, J.C., Neto, J.M., Pardal, M.A. 2006. Zooplankton and ichthyoplankton communities in a temperate estuary: spatial and temporal patterns. Journal of Plankton Research, United Kingdom, 28(3): 297–312.
Matsumura-Tundisi, T. 1972. Aspectos ecológicos do zooplâncton da região lagunar de Cananéia com especial referência aos Copepoda (Crustacea). Instituto de Biociências, Univ. de São Paulo. São Paulo, Tese de Doutorado.
Neumann-Leitão, S.; Gusmão, L. M. O.; Nascimento-Vieira, D. A. 1992. Zooplâncton dos estuários dos rios Massangana e Tatuoca, Suape (PE - Brasil). Brazilian Archives of Biology and Technology, Curitiba, 35: 341-360.
Neumann-Leitão, S. 1994. Impactos antrópicos na comunidade zooplanctônica estuarina, Porto de Suape - Pernambuco – Brasil. Escola de Engenharia de São Carlos, Univ. de São Paulo, São Paulo, Tese de Doutorado.
Neumann-Leitão, S. 1995. Resenha literária sobre o zooplâncton estuarino no Brasil. Trabalhos Oceanográficos da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 23: 25-53.
Neumann-Leitão, S.; Matsumura-Tundisi, T. 1998. Dynamics of a perturbed Estuarine Zooplanktonic Community: Port of Suape, PE, Brazil. Verhandlungen Internationale Vereinigung Limnologie, Stuttgart, 26: 1981-1988.
Neumann, V. H.; Medeiros, C.; Parente, L.; Neumann-Leitão, S.; Koening, M. L. 1998. Hydrodynamism, sedimentology, geomorphology and plankton changes at Suape area (Pernambuco - Brazil) after a port complex implantation. Anais da Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro, 70 (2): 313-323.
Neumann-Leitão, S.; Koening, M.L.; Macêdo, S.J.; Medeiros, C.; Muniz, K.; Feitosa, F.A.N. 1999. Plankton disturbance at Suape estuarine area- Pernambuco – Brazil after a Port Complex implantation, p. 47-56. In: J. L. Usó, C. A. Brebbia (Eds.). Second International Conference on Ecosystems and Sustainable Development.
Neumann-Leitão, S. 2010. O zooplâncton como indicador da qualidade ambiental de dois estuários do Brasil tropical. Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Oceanografia, Recife. Tese Titular.
NEWELL, G. E.; NEWELL, R. C. 1963. Marine plankton: practical guide. Hutchinson Educational, London, 224p.
Nimer, E. Pluviometria e recursos hídricos dos estados de Pernambuco e Paraíba. SUOREN, Rio de Janeiro, 117p.
Paranaguá, M. N. 1986. Zooplankton of the Suape area (Pernambuco-Brazil). Trabalhos Oceanográficos Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 19: 113-124.
Pessoa, V.T.; Neumann-Leitão, S.; Gusmão, L.M.O.; Silva. A.P.; Porto Neto, F.F. 2009. Comunidade zooplanctônica na baía de Suape e nos estuários dos rios Tatuoca e Massangana, Pernambuco (Brasil). Revista Brasileira de Engenharia de Pesca, São Luís, 4(1): 80-94.
Postel L, Fock H and Hagen W 2000. Biomass and Abundance, p.83-192. In: HARRIS, R.P.; WIEBE, P.H.; LENS, J.; SKJOLDAL, H.R. and HUNTLEY, M. (Eds.) ICES Zooplankton Methodology Manual, Academic Press, London, 684p.
Silva, T.; Neumann-Leitão, S.; Schwamborn, R.; Gusmão, L. M.; Nascimento-Vieira, D. A. 2003. Diel and seasonal changes in the macrozooplankton community of a tropical estuary in Northeastern Brazil. Revista Brasileira de Zoologia, Curitiba, 20: 439-446.
Silva, A. P.; Neumann-Leitão, S.; Schwamborn, R.; Gusmão, L. M.; SILVA, T. A. 2004. Mesozooplankton of an impacted bay in North Eastern Brazil. Brazilian Archives of Biology and Technology, Curitiba, 47(3): 485-493.
Sterza, J.M.; Fernandes, L.L. 2006. Zooplankton community of the Vitória Bay estuarine system (Southeastern Brazil): Characterization during a three-year study. Brazilian Journal of Oceanography, São Paulo, 54(2-3): 95-105.
Suárez-Morales, E. 1994. Copépodos pláncticos de la Bahía de Chetumal, México (1990-1991). Caribbean Journal of Science, Mayzgüez, 30: 181-188.