EMPREGO DE QUITOSANA EXTRAIDA DO CAMARÃO SETE-BARBAS Xiphopenaeus kroyeri (Heller, 1862) COMO SUPORTE PARA IMOBILIZAÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS
DOI:
https://doi.org/10.65259/rnzool.v10i2.39Palabras clave:
Resíduos do pescado, Biomoléculas de Organismos Aquáticos, Biotecnologia, SustentabilidadeResumen
A obtenção de biomoléculas, como a quitosana, de resíduos do processamento do pescado representa uma ótima oportunidade para recuperar moléculas bioativas com propriedades únicas e para realizar o aproveitamento integral dos recursos naturais. Assim, o presente trabalho visou obter quitosana de carapaças do camarão Xiphopenaeus kroyeri e utilizá-la como suporte para imobilização de enzimas. A quitosana foi obtida com sucesso após etapas de descalcificação, desproteinização remoção de pigmentos e desacetilação. A quitosana foi magnetizada e ativada para imobilização utilizando glutaraldeído a 12,5%. Soluções de 1mg/mL de Tripsina ou Pepsina foram incubadas com a quitosana ativada. O melhor desempenho catalítico para ambas enzimas digestivas foi observado a 50°C e ao pH 9,0. Contudo, observa-se diferenças quanto à estabilidade da atividade destas enzimas diante alterações no pH e temperatura. Ao observar a viabilidade da quitosana em manter a enzima estável após 5 semanas de estocagem registra-se que as enzimas perderam 20% e 60% de atividade (tripsina e pepsina, respectivamente). Após testes de 10 reusos a tripsina perdeu 17,6% e pepsina 42,04% da atividade inicial. Com isso conclui-se que a quitosana é um suporte viável para imobilização de enzimas, especialmente para tripsina, além de constitui-se uma alternativa sustentável para as atividades marinhas realizadas atualmente dada possibilidade de aproveitamento de resíduos do pescado que usualmente são descartados.
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